Missão, Visão e Estratégia

Missão, Visão, Estratégia da Associação de Moradores das Lameiras

I – Apresentação da organização

1. A A.M.L. – Associação de Moradores das Lameiras, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, fundada em 25 de Maio de 1984. Nasceu no Complexo Habitacional das Lameiras, conhecido por Edifício das Lameiras, na Freguesia de Antas, cidade de Vila Nova de Famalicão, sendo constituída por um número ilimitado de Associados, não só residentes na área, como de todo o país.

2. A AML foi fundada com a finalidade de proteger e defender os interesses dos moradores das Lameiras e Freguesia de Antas, da cidade de Vila Nova de Famalicão e promover a Cultura e Solidariedade Social, a partir da infância, juventude, família e terceira idade. Tratava-se de responder a necessidades prementes de uma população com cerca de duas mil pessoas, distribuídas por 290 casas, com diversos problemas de inserção no tecido urbano.

3. Como forma de responder aos problemas da época da sua fundação, sobretudo o desemprego, a AML criou uma série de estruturas sociais de apoio à infância, juventude, família e terceira idade, para que as mães das Lameiras, bastante jovens, naquela altura, pudessem trabalhar.

4. Quando foi constituída, em 1984, a AML definiu como missão prioritária defender os interesses dos moradores das Lameiras e freguesia de Antas, propondo-se promover a cultura, desporto e solidariedade social. Esta tem sido e continuará a ser a missão a sua missão, que no entanto, foi actualizada e alargada, como demonstra o presente documento.

5. Passados 23 anos a população das Lameiras está completamente inserida no tecido urbano e foi capaz de construir uma comunidade aberta ao meio. Também a Associação de Moradores foi consolidando a sua missão, alargou os serviços e diversificou o público-alvo. Hoje não serve apenas as Lameiras e a Freguesia de Antas onde está inserida, mas todo o núcleo urbano da Cidade de Vila Nova de Famalicão, o Concelho e o Distrito de Braga. A sua acção estende-se também a nível nacional e internacional com diversas parcerias com outras organizações da economia social.

II – Enquadramento

Vive-se numa época em que tudo mudou e continua a mudar: a globalização, o avanço das novas tecnologias, a sociedade da comunicação, consumismo, novos serviços e criação de novas mentalidades e necessidades na população. Estamos num tempo propício a uma reflexão mais profunda sobre o que se faz, como se faz e do que se pretende relativamente ao futuro, para tornar os diversos tipos de respostas mais adequadas e próximas dos seus utilizadores.

A AML apresenta um enquadramento geográfico privilegiado. Está inserida no meio urbano, (zona nascente da cidade) com uma densidade populacional elevada. Constata-se uma migração interna da população da periferia para a cidade, que trás consigo diversas realidades que marcam a vida das pessoas não só pela positiva, mas também pela negativa, entre elas algumas são específicas da cidade enquanto outras têm uma contextualização mais global:

a) – A cidade
1. Ao contrário do que acontece na periferia, viver na cidade permite estar próximo de uma série de serviços, como a saúde, a segurança social, o município, tribunais, notários, finanças, conservatórias, entre outros.

2. A existência de melhores acessos rodoviários e ferroviários à cidade de Vila Nova de Famalicão, com destaque para as auto-estradas A3 e A7 e ainda a variante à estrada nacional n.º 14, bem como a duplicação e electrificação da linha férrea entre Porto e Braga, com passagem por Famalicão, vieram trazer à cidade melhores condições de mobilidade e fixação das populações.

3. A existência de universidades, escolas profissionais e o Centro Tecnológico da Industria Têxtil (CITEVE) e diversas escolas preparatórias e secundárias, fizeram da cidade um pólo de desenvolvimento e de criação de novos quadros técnicos.

4. Aumentou a sensibilidade da população para a preservação do meio ambiente. Também a Autarquia tem efectuado avultados investimentos na melhoria das redes de abastecimento de água, saneamento, recolha e tratamento de lixos.

5. Como resultado dos avanços da nutrição, higiene e cuidados de saúde a esperança média de vida tem vindo a aumentar.

6. Apesar das cidades comportarem um número elevado de população, também é nas cidades onde se sente mais a solidão e onde as depressões do envelhecimento são mais patentes.

7. Aumenta o número de instituições prestadoras de serviços sociais e, também, a respectiva concorrência. Algumas, operam na mesma área, com oferta dos mesmos serviços, permitindo aos utentes uma maior diversidade na escolha.

8. Estudos recentes do CLAS – Conselho Local de Acção Social, apontam para um crescimento demográfico da população no Concelho de Vila Nova de Famalicão, mas com maior incidências nas freguesias do núcleo urbano e, ao mesmo tempo, para um aumento gradual da esperança de vida.

b) Contextualização social 

1. Apesar do Governo ter aumentado os horários lectivos nas escolas do primeiro ciclo, ainda existem algumas crianças na rua, expostas a diversos perigos, sem qualquer apoio familiar, escolar ou social.

2. O insucesso e abandono escolar têm contribuído para existência dum número elevado de jovens que não concluíram a escolaridade obrigatória. No entanto, o aparecimento de novos cursos profissionais têm contribuído para fazer diminuir esta tendência.

3. Numa sociedade com constantes processos de mudança, como a nossa, o saber acumulado das pessoas mais velhas nem sempre é apreciado pelo mais jovens como uma reserva de sabedoria, mas algo apenas desactualizado.

4. Avolumam-se os problemas familiares, entre eles, o aumento do endividamento das Famílias, não só no recurso ao crédito para a compra de casa própria, como para electrodomésticos, mobílias, viaturas, entre outros;

5. Os problemas da droga, alcoolismo, toxicodependência, tabagismo e delinquência juvenil, continuam a ser marcantes no meio.

7. A taxa de desemprego nesta região (Vale do Ave) mantém-se elevada. Sem trabalho remunerado perde-se a auto-estima e razão de viver. Desta forma, gera-se uma sociedade com pessoas empobrecidas e subsidio-dependentes, que faz aumentar a exclusão social e a dependência do rendimento social de inserção;

8. As instituições de solidariedade debatem-se com outro problema e a AML não foge à regra: estão muito dependentes dos subsídios atribuídos pelo Estado através da Segurança Social e Autarquias, necessitando de procurar fontes alternativas de financiamento.

III – Missão:

A AML define-se como uma entidade de referência ao nível da solidariedade, criatividade e inovação. Promove politicas que assentam em valores e funcionam como pilares da organização, prestando serviços de qualidade a todos os seus utentes/clientes e aos mais vulneráveis da sociedade. A AML dá prioridade absoluta à pessoa humana, em todas as fases da sua vida, com relevância para a infância, juventude e terceira idade.

a) Valores
Educação: A educação é um dos pilares fundamentais da nossa sociedade. Aprender a ler, escrever e interpretar é fundamental para poder responder ao novo mundo das tecnologias, da globalização e da comunicação.

Solidariedade: desenvolver o espírito solidário, que de algum modo envolve a partilha (partilha de saberes, conhecimentos e também de bens materiais) é um valor fundamental que ajuda os que têm mais a partilhar com os que têm menos.

Igualdade: igualdade de género e de oportunidades entre todas as pessoas. Todos devem ter acesso ao emprego e a uma vida digna e justa. Por isso a AML promoverá a igualdade entre a população, independentemente do estado, raça, religião ou etnia.

Participação: é importante a participação activa dos cidadãos nas decisões das suas associações e estruturas do poder local, com a finalidade de combater uma sociedade de gente passiva, evitando que um pequeno grupo decida pelo conjunto dos cidadãos. A AML desenvolverá este valor procurando aliciar a população para uma participação mais activa em tudo o que lhe diga respeito.

Cidadania: a cidade constrói-se, em primeiro lugar, com as pessoas. Torna-se necessário fazer aplicar as regras existentes e desenvolver outras que sejam aceites por todos, tornando cada ser humano protagonista duma cidadania mais participativa e activa.

IV – Visão 

A AML pretende tornar os diversos tipos de respostas sociais, mais adequados e próximas dos seus utilizadores, definindo como eixos prioritários intervenções nas áreas da solidariedade social e nos complexos habitacionais criando e gerindo estruturas de apoio que permitam prestar serviços de excelência a todos os seus utentes/clientes e residentes.

Qualificará valências e departamentos, não só na área social e habitacional, como na cultura, desporto e aproveitamento dos tempos livres, flexibilizando horários, formando e qualificando técnicos e voluntários, de forma a melhorar as respostas existentes e antecipar novas intervenções que respondam às necessidades do meio envolvente.

V – Estratégia 

A AML aposta na excelência como forma de estar, investindo em todos os serviços que presta à comunidade as capacidades dos seus dirigentes e colaboradores na busca de soluções que permitam uma integração mútua de objectivos, visando antecipar necessidades, procurando exceder expectativas. Para tal, será certificado um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), que, numa primeira fase abrangerá os serviços de SAD e CATL e numa segunda fase as restantes valências e departamentos. Para tal desenvolverá as seguintes estratégias:

1. Sector infanto-juvenil 

a) Avaliar os horários de funcionamento das valências ligadas à infância (Creche, Jardim-de-infância e CATL), de forma a torná-las compatíveis com os horários profissionais dos pais; 

b) Propor aos pais e encarregados de educação, mediante protocolos previamente negociados, o alargamento de horários e o seu funcionamento aos fins-de-semana e feriados; 

c) Diversificar a oferta de actividades do CATL e do seu Centro de Estudos e Animação Juvenil, não só nas instalações internas de apoio como no exterior.

2. Sector de idosos 

a) Prolongar o horário do Centro de Dia de forma a permitir aos idosos tomar a refeição da noite; 

b) Manter o Centro de Dia aberto aos fins-de-semana e feriados para os idosos interessados; 

c) Alargar os serviços de Apoio Domiciliário aos fins-de-semana a mais utentes/clientes; 

d) Alargar este serviço 24 horas por dia; 

e) Criar um serviço de tele-alarme, que permita ao idoso uma permanente ligação aos técnicos em serviço no Centro Social e Comunitário; 

f) Estudar com a Câmara Municipal a localização de um terreno para apresentar um novo projecto de apoio a idosos em lar e serviços continuados de saúde; 

g) Acompanhar idosos, não só em questões de autonomia mas também de lazer e saúde; 

h) Investir na Habitação – Construir 15 habitações T0 para pessoas idosas ou que vivam sozinhas, que sirvam de retaguarda às diversas valências deste sector; 

i) Gerir novas estruturas sociais ao serviço da população, propondo-se negociar com o Município de Famalicão, a cedência de terrenos, que lhe permita construir novos equipamentos sociais para servir a população mais carenciada das freguesias da área urbana da cidade de Vila Nova de Famalicão, em particular da Comissão Social Inter-Freguesias de Antas e Calendário (CSIFAC).

3. Serviços de apoio à Comunidade 

a) Manter e melhorar os serviços de Apoio Social à Comunidade envolvente 

b) Criar uma clínica médica/geriatrica; 

c) Criar um serviço de lavagem e tratamento de roupas para o exterior; 

d) Gerir o Complexo Habitacional das Lameiras; 

e) Construir e gerir parques de estacionamento; 

f) Melhorar a qualidade das instalações desportivas. 

g) Promover o bem-estar habitacional e o envolvimento das populações, na transformação dos locais de residência em espaços onde seja bom viver.

4. Relação com os clientes 

a) Os clientes estarão representados na Comissão da Qualidade. 

b) Serão convocados para reuniões periódicas, por departamentos ou valências, a fim de serem auscultados e informados sobre a gestão, projecto educativo, regulamento interno, Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e implementação de novos serviços. 

c) Terão à sua disposição uma caixa de sugestões, que acolherá propostas, por escrito, para a implementação de melhorias nos serviços. 

d) Haverá o recurso ao livro oficial de reclamações, para anotação de qualquer reclamação e procedimento de gestão das mesmas.

5. Recursos humanos 

a) Agir em conformidade com os princípios da Carta da Qualidade.

b) Manter no quadro de pessoal profissionais dotados de formação específica para a boa realização dos processos da qualidade;

c) Seleccionar e contratar novos funcionários com base nos conhecimentos para o exercício da profissão e no mérito evidenciado; 

d) Garantir condições de segurança, higiene e saúde necessárias à realização das actividades, prevenindo riscos profissionais e promovendo a saúde dos funcionários; 

e) Promover o desenvolvimento pessoal e a promoção por mérito dos funcionários; 

f) Atribuir os cargos de chefia segundo critérios de mérito evidenciados e reconhecidos; 

g) Disponibilizar oportunidades de valorização pessoal, melhoria do conhecimento, desenvolvimento de competências operacionais, relacionais e de promoção na carreira. 

h) Elaborar um plano de avaliação do desempenho, com o objectivo de motivar e melhorar a qualidade de intervenção dos funcionários. 

i) Promover politicas de motivação e participação na vida da instituição, acolhendo novas ideias e valorizando os contributos recebidos.

6. Comunicação externa 

a) A AML privilegiará a comunicação com o exterior, utilizando para o efeito a o seu Sítio na Internet, notas de imprensa e o “Lameiras” – Boletim Cultural e Informativo.

b) A AML conta com os seus utentes/clientes, os prestadores de serviços nas casas dos utentes, dirigentes e colaboradores como meios humanos de comunicação privilegiada com o exterior.

c) A AML convocará, com regularidade, conferências de imprensa e utilizará sempre, que achar oportuno, publicidade externa para divulgar as suas ofertas de serviços à comunidade e população em geral.

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