Natal e Publicidade

O consumo deve ser orientado no sentido do bem-estar das pessoas

1 de dezembro de 2005

Este Natal será diferente porque haverá menos dinheiro para gastar em prendas e noutros produtos supérfluos, afirmou Maria Manuel Pinto, perita em defesa do consumidor, num encontro de reflexão sobre o “Natal e a Publicidade” organizado em conjunto pela Secção Cultural da AML e a LOC/MTC de Antas, no passado dia 30 de Novembro nas instalações do Centro Social e Comunitário das Lameiras. A interveniente referiu que o consumo deve ser orientado no sentido do bem-estar das pessoas. No entanto, muitas vezes a publicidade cria necessidades desnecessárias, a começar nas crianças e a terminar nos idosos.

Tudo está estudado e pensado para que os artigos “falem” com o consumidor. Afirmou ainda que “a mensagem de Natal está desvirtuada e que esta época deveria ser um tempo de reflexão e revisão de um ano a consumir”, para a seguir interpelar: porquê consumir de forma diferente no Natal? Há que repensar as responsabilidades do consumo, tendo em conta as necessidades económicas e os limites ambientais, porque quanto maior for o consumo, maior será o desperdício que fará aumentar os atentados ao meio ambiente, referiu. Terminou com uma interrogação perguntando “o que pretendemos valorizar neste Natal, a mensagem de um Menino que nasceu pobre para dar amor, ou o consumo desenfreado que não poupa ninguém e faz endividar as famílias? Os presentes participaram activamente neste debate e marcaram novo encontro para Fevereiro sobre o “Endividamento das Famílias”.

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