Livro «Lameiras - Linhas do tempo» apresentado

14 de abril de 2011
Doutora Fátima Lobo na apresentação do livro
A biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em V. N. de Famalicão, encheu para apresentação do livro «Lameiras – Linhas do tempo» da Associação de Moradores das Lameiras, que tem como autores, José Maria Carneiro Costa, presidente da Assembleia-geral desta Associação e Fátima Lobo, docente e investigadora da UCP (Braga) e Universidade Lusíada (Porto). A sessão foi presidida por Mário Passos, Vereador da Juventude, Família e Habitação, em substituição do Presidente da Câmara. O livro foi apresentado por Fátima Lobo que realçou as virtudes do trabalho apresentado.
«Vale a pena reavivar a memória dos últimos 28 anos e recordar alguns momentos que possam contribuir para a história da Associação de Moradores das Lameiras e da Comunidade das Lameiras, que a viu nascer e crescer em plena cidade de Vila Nova de Famalicão.
Uma história que não é história, talvez um pensamento colectivo que se tornou realidade, certamente, uma força interior que nos fez desabrochar e lançar as bases para a realização de um trabalho colectivo. Tenho a certeza que se trata de uma experiência única que congrega a pobreza com arquitectura, a educação com a cultura e a solidariedade, o associativismo como veículo para a cidadania, qualidade de vida, sustentabilidade e economia social.
Provavelmente, esta experiência poderá entusiasmar outros grupos de cidadãos a avançar com a constituição de Associações de Moradores, de forma a dar outra vida e dignidade aos grandes aglomerados habitacionais que proliferam por todo o lado; a maioria sem vida própria, onde poucos se conhecem, apesar de viverem no mesmo prédio, não passam de simples dormitórios. São novos estilos de vida que as pessoas egoisticamente, pensam e agem apenas em função de si próprias e da sua família, com poucas preocupações para com os outros.
No Complexo Habitacional das Lameiras ou Edifício das Lameiras, como é mais conhecido, experimentou-se, viveu-se e continua-se a viver o contrário de tudo o que descrevi no parágrafo anterior, apesar da permanente mobilidade de quem nele habitou e dos que habitam actualmente naquele espaço residencial. A grande diferença está nas pessoas que se conhecem, interagem e têm uma Associação de Moradores que oferece respostas sociais, educativas, culturais e desportivas de qualidade, não só aos residentes, mas também às comunidades envolventes, que podem socorrer-se, participar e cooperar num movimento associativo que se abriu à cidade e ao mundo e não pretende desfrutar apenas para si as “coisas boas” que construiu, mas colocá-las ao serviços das populações.
“Linhas do Tempo” propõe-se, ao longo das páginas seguintes, fazer um percurso no tempo, descrever alguns acontecimentos de várias épocas e proporcionar aos seus leitores uma visão como se vivia e reflectia desde 1983, até aos nossos dias. Uma coisa é certa; a palavra crise esteve sempre patente nestes 28 anos.» (Lameiras – Linhas do Tempo, pág. 6e7)

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