A Saúde começa na prevenção

16 de março de 2010
Elisa Ribeiro falando no Colóquio «Saúde e Trabalho»
É mais difícil mudar as rotinas diárias e adaptá-las a novos estilos de vida saudáveis do que tomar um comprimido, afirmou Elisa Ribeiro, médica de família, num colóquio debate promovido, em conjunto, pelo grupo da LOC/MTC – Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos da Paróquia de Antas e a Secção Cultural da Associação de Moradores das Lameiras.

“Se todos fizessem um esforço por concretizar estilos de vida diferente, as idas aos médicos poderiam diminuir em cerca de 50%, acrescentou, mas também reconheceu que para a maioria das pessoas “é mais fácil recorrer ao médico de família do que caminhar todos os dias pelo menos meia hora”.

Quem se deslocou ao Centro Social das Lameiras, na noite de segunda-feira dia 15 de Março, em Vila Nova de Famalicão, não deu o tempo por perdido e teve a possibilidade de debater com uma especialista em questões de saúde familiar, as diversas terapias para a prevenção da doença. Os presentes ficaram a saber que cinquenta por cento das nossas doenças são provocadas directamente pelos maus hábitos alimentares, a falta de exercício físico, o tabaco e a falta de protecção de meios adequados no trabalho.

Sob o lema “Saúde e trabalho”, prioridades integradas nos planos de acção da LOC/MTC e da Associação de Moradores das Lameiras para 2010, Elisa Ribeiro, apelou aos presentes para mudarem os seus hábitos de vida, se pretendem, de facto, ter uma vida saudável e viver mais anos com qualidade de vida. Perante as perguntas dos presentes sobre os serviços de saúde, que nem sempre dão as respostas adequadas, a oradora defendeu que o sector da saúde em Portugal está a passar por uma grande transformação, no seu entender para melhor, e apontou o exemplo das Unidades de Saúde Familiar, que passaram a ter um atendimento muito mais personalizado do doente, melhorando substancialmente o que tínhamos até agora, concluiu.

O presidente da Associação de Moradores das Lameiras, Jorge Faria, congratulou-se com esta iniciativa e Teresa Costa, Coordenadora do Grupo da LOC/MTC fez o enquadramento desta actividade na realidade actual da saúde e trabalho em Portugal e em particular nesta região. Encerrou os trabalhos o Pe. Agostinho Alves, Pároco de S. Tiago de Antas e Assistente eclesiástico do grupo da LOC/MTC, referindo que não preservar a saúde é atentar contra a vida humana. Estamos em tempo de quaresma, altura do ano em que os textos bíblicos sobre a vida são recordados várias vezes, apelando-nos para uma moderação de vida. Referiu ainda que não é justo comer de mais, quando em África se passa fome. Temos que ser moderados na alimentação, porque esta sobriedade também nos dá vida. Terminou afirmando que Jesus Cristo veio para que “tivéssemos vida e a tivéssemos em abundância”, estragar esta vida que Ele nos deu é atentar contra a dignidade humana, completou.

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